Vale o Ingresso?


Eu odeio quem conta a vida pelo Orkut by rerenata
março 4, 2009, 7:41 pm
Filed under: Noticias

A brincadeira foi proposital devido ao fenômeno que esse site de relacionamento se transformou. É impressionante o quanto a realidade virtual tomou o lugar das relações pessoais, que nem mesmo o second life conseguiu alcançar.

 

Os internautas usam essa importante ferramenta de comunicação – não estou questionando aqui se ela é boa ou ruim – para expor seus problemas, compartilhar momentos de alegria, dividir sentimentos com o restante dos amigos de comunidade, atualizando, quase que diariamente, os movimentos de suas vidas.

 

Uma teoria muito usada em comunicação é sobre o verdadeiro significado “dos 15 minutos de fama”. Todos, sem nenhuma exceção, segundo a teoria, necessitam dessa super exposição, na qual, a platéia, no caso, todos os amigos de Orkut, são capazes, diga-se de passagem, sem muito esforço, saber o que cada um está fazendo.

 

E pra isso, usam as mais variadas ferramentas disponíveis no acervo. Atualizações constantes de perfil – como se alguém deixasse de ser ela mesma da noite para o dia -, postagem de fotos constantemente – tá, nem todo mundo está feliz todos os dias, mas as fotos teimam em dizer o contrário -, e diversão compartilhada via pocket – agora você pode até brincar com outra pessoa, fazendo um carinho, ou até mandando beijinhos para ela.

 

O interessante é que para as pessoas que fazem isso, parece que suas vidas estão interligadas com o Orkut e com a necessidade de abastecimento constante de novidades. E na verdade não estão. Ao contrário do Orkut, os usuários não estão ligados na tomada e podem perfeitamente fazer um programa bacana, sem ter que anunciar aos quatro cantos o que aconteceu e o quanto vocês estava feliz naquele dia.

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Carioca grita quando a onda passa by rerenata
fevereiro 25, 2009, 3:15 pm
Filed under: Noticias

As praias cariocas estavam lotadas. Era gente que não acabava mais. E não só do Rio, mas também de São Paulo, Belo Horizonte, Minas Gerais e mais um bocadinho de habitantes das outras cidades. Além de brasileiros, uma quantidade significativa de turistas estrangeiros que vieram aproveitar o carnaval não só brasileiro, mas também, o carnaval carioca, diga-se de passagem, um dos melhores do Brasil.

Era mais um dia de sol, praia e matte com limão. Avistei uma cena, no mínimo muito engraçada. As ondas da praia de Ipanema estavam bem tranquilas. Parecia as famosas praias de tombo, muito apreciadas com as do litoral norte de São Paulo. Devido a um “problema” da falta de linearidade nas areias, e por isso, com medo de a cada passo no mar não desse mais pé em questão de segundos, os banhistas formavam dentro do mar, uma fila única na horizontal. Todos estavam lado a lado, aproveitando as ondas que passavam e as águas gelada do RJ.

Como se fosse um código, sem que ninguém o tivesse criado ou passado adiante, mas que as pessoas o reconheciam, depois de alguns minutos no mar, a cada onde grande, que pudesse quebrar, exatamente na linha humana do mar, as pessoas gritavam e todos se preparavam, ou para tomar um banho de onda, ou para “pegar um jacaré”, ou simplesmente, para mergulhar por debaixo dela.

E foi assim a tarde toda. Não cheguei a gritar junto com a multidão, mas a cada som que ouvia a meu redor, meu coração já me preparava para a onda que passava.



Notícias de uma sobrevivente – parte II by rerenata
fevereiro 11, 2009, 6:43 pm
Filed under: Noticias

Após alguns errinhos e muito mais nervoso, consegui realizar o desalagamento. Para resumir a história e mostrar o quanto fiquei nervosa à toa, é simplesmente ridículo desalagar mascar lá em baixo. Quando você retira a máscara do rosto e coloca novamente, você precisa eliminar o excesso de água, para colocar nos rosto. Ao elevar a cabeça para cima, soltar um pouco a máscara do rosto e assoprar pelo nariz, por um milagre ela desalaga.

 

O restante do dia foi tudo amis fácil. Sem o peso da responsabilidade em minhas costas e conseguindo fazer o restante dos exercícios pedidos, o dia foi passando. Passando, passando e passando.

 

O curso passou do tempo previsto e passou muito. Horas subindo e descendo, com o peso do cilindro nos costas e sem comer nada, o inevitável aconteceu. Uma sensação de enjôo profundo. Um mal estar que me obrigou a sair da piscina algumas vezes e correr para o banheiro. O cansaço já tomava mais da metade de meu corpo e sensação que não passava.

 

Finalmente 19:30h. Com mais de três horas de atraso, o curso terminou. Saímos da piscina, aprendemos a última aula sobre desmontagem do equipamento e banho. Já no carro, de volta a São Paulo, o mal estar me acompanhou de Jundiaí até minha casa.

 

Cheguei em casa, tomei um outro banho e dormi. No meio da noite fui acordada pela minha mãe com um miojo bem quentinho. Não resiste e devorei a sopinha em minutos. A fome já tinha vindo e ido algumas vezes, e por causa do enjôo, não consegui comer nada. Final de domingo, curso completo, sensação de mal estar e apenas uma vontade: não quero ver água na minha frente por um bom tempo.



Notícias de uma sobrevivente – Parte I by rerenata
fevereiro 3, 2009, 7:07 pm
Filed under: Noticias

Sábado de manhã. Acordei bem cedo e acompanhada pelo meu pai – muito fofo, ele quis me levar e me buscar no curso – fui até Jundiaí para fazer meu curso básico de mergulho. Algumas horas de aula teórica e depois do almoço tudo mundo já pra piscina.

                                                                                             

No começo tudo muito fácil. Respira soltando bolinha, nade até o final de piscina e volta, do jeito que quiser, teste de regulador embaixo d´água. O teste era bem simples mesmo. Bastava colocar o regulador na boca, respirar pela boca e soltar pelo nariz.  Enfim, o dia parecia estar correndo super bem.

 

Aprendemos a colocar o equipamento. Cilindro no colete, colete nos ombros, regulador na boca, máscara no rosto, pé de pato nos pés e tibum para dentro da piscina. Foi nesse momento que tudo mudou. A sensação de estar embaixo d´água, com todo aquele peso nas costas e ainda conseguindo respirar, me deixou, no mínimo, apavorada.

 

No primeiro instante fiz o sinal identificando que estava subindo. Com a cabeça do lado de fora, um dos instrutores tentou me acalmar. Já fora do espaço do grupo, acabei realizando os exercícios apenas ele e eu. A tarefa era simples. Precisava desalagar a máscara embaixo d´água. Estava longe de terminar bem aquele fatídico dia. Após várias tentativas e muitos erros, acabei saindo da piscina, ao final do dia, completamente arrasada.

 

Domingo de manhã. Entrei na piscina convencida de que não conseguiria fazer mais nada. Esse foi meu  erro. Meu instrutor me retirou do grupo, antes mesmo de começar a aula. Conversamos e ficou decidido de que iria fazer sozinha, até conseguir realizar os exercícios do dia anterior.



Quando o fundo do mar chegou ao meu alcance by rerenata
janeiro 26, 2009, 5:47 pm
Filed under: Cinema

Até outro dia eu nunca tinha ouvida falar em Imax. Quando questionada sobre a tecnologia, logo pensei que fosse alguma chatisse, que para uma pessoa da área de humanas, não seria tão interessante. Me enganei logo em seguida.

                                                                                                                  

Tentando resumir a história, de forma bem prática, trata-se de novo estilo de filmagem. A película de filmagem é maior, a câmera é maior, a tela onde passará o filme também é maior.  Bem maior, diga-se de passagem. Uma tela montada num shopping aqui em São Paulo mede aproximadamente 12 x 21 metros.

 

Para a grande estréia do novíssimo estilo de se ver filmes, o cinema apostou num documentário sobre o fundo do mar em 3D. Me senti com 10 anos de idade com todos aqueles chamativos na minha frente. Era fila para pegar os óculos, que por sinal, lembrava uma máscara de mergulho, era a telona e era o mar.

 

Logo no início uma onda passa por todos nós e nos leva direto ao fundo do mar. Lá, são apresentadas espécies que por uma lógica da natureza, vivem juntas, mas às vezes separadas. Explico. Algumas espécies necessitam das outras para a sobrevivência de todo o sistema de vida marinha. Existem casos de simbiose, onde peixes menores realizam uma “limpeza” nos peixes maiores, comendo o que fica preso em seus corpos. Em contrapartida, os peixes menores têm alimento e proteção dos maiores. Também existem casos de peixes chaves para a sobrevivência de todo o recife. São eles que comem o que nenhum outro peixe quer, mas de fundamental importância para todos. E existem aqueles que só tentam se alimentar, mas a presa é mais rápida que o próprio predador.

 

Mas nada foi mais fascinante do que o momento em que o fotógrafo está bem próximo de uma baleia. Por um momento tenho a sensação de que estou no fundo do mar, junto com aquele fotógrafo, só observando o movimento daquele enorme visitante. Meus pensamentos mergulham naquela imensidão cristalina, fazendo crescer ainda mais minha vontade de estar no fundo do mar com eles. 



Onde os homens não tem vez… by Bruno
janeiro 22, 2009, 8:03 pm
Filed under: Televisão
Gavião real

Gavião real

Felinos capazes de percorrer 7 metros com uma única passada, falcões que aceleram a mais de 290 km/h ou tem garras mais fortes que as mandibulas de um rotweiller, patas fortes o suficiente para matar uma baleia belunga com apenas um único golpe, torpedos submarinos vivos.
“Predadores Perfeitos”, especial da Discovery Chanell que assisti pelo Youtube, mostra as incriveis façanhas que a natureza é capaz de criar.
O programa criou dois top 5 de predadores que se usam como sua principal arma a velocidade ou da força para chegar a sua presa.
Como não quero ser estraga prazer de quem ficou interessado em ver mais sobre o programa, vou falar somente sobre uma dessas maravilhas naturais: o gavião-real.
O gavião-real é uma ave de rapina das florestas da america central com garras tão fortes que são capazes de perfurar a luva do tratador. A produção viaja até as florestas do Panamá, para poder capturar imagens dessa maravilhosa ave. Segundo Alberto Palleroni, um dos tratadores do parque, já foram vistos gaviões-reais que mergulhavam nas copas das árvores e saiam com um macaco-gritador (que pode chegar até 9 kg). Eles ainda acompanham Palleroni na visita de um ninho, onde o apresentador brinca “Estamos correndo algum perigo aqui, Alberto, se a mãe voltar e se sentir ameaçadas?”, Palleroni responde – “Estaríamos encrencados.” – “Você só me avisa agora!”
As comparações feitas são muito legais, e nos mostram a capacidade dessas engenharias vivas. Mais um grande motivo para esquecer o caminho das Índias.
A não ser que seja na Discovery!



Como preparar uma fogueira – PARTE 1 by rerenata
janeiro 22, 2009, 1:54 pm
Filed under: Livros

            

           Comecei a ler um artigo de Jack London que conta a história de um cara que precisa, no meio do gelo, ascender uma fogueira. O personagem ainda não sabe, mas o fato dele conseguir ou não realizá-lo, será imprescindível para sua sobrevivência. Ele não sabe, mas nós sabemos desde as primeiras linhas.

            Ainda não terminei de ler, sei que ainda estou bem no início da história, mas preciso fazer algumas ressalvas quanto ao texto. De um jeito bem pobre o autor tenta prender a atenção do leitor. A todo instante, London repete as mesmas informações, a fim de criar um clima de tensão.

            De forma muito fraquinha ele, relativamente, consegue. Talvez o autor não tenha percebido isso enquanto escrevia, de que o fato mais importante e que irá prender a atenção de quem lê, é se ele vai ou não ascender a fogueira.

            Então, autor, bola pra frente e vá prender a minha atenção, ao fato relevante – como preparar uma fogueira – sem precisar dizer claramente ao leitor.